Massinha caseira

Também conhecida como: Massa de modelar, Massinha de farinha

3 anos 2 anos Traços, sons, cores e formas Corpo, gestos e movimentos Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações

Em volta de uma mesa baixa, Davi amassa uma bola de massinha verde, Bia enrola uma cobrinha amarela, Maira corta formas com uma tampinha e Teo, na cadeira, despeja farinha na bacia com a ajuda de uma colher.
Posição inicial. Ilustração; nenhuma criança real.

Resumo rápido

Faixa etária
3 anos; 2 anos
Participantes
4 a 10 crianças
Duração
30 a 40 minutos, incluindo a receita
Espaço
Mesa baixa com as crianças sentadas ou em pé em volta
Tipo
Construção; Sensorial / exploratória
Você vai precisar
  • Receita: 2 xícaras de farinha de trigo, 1 xícara de sal, 1 xícara de água morna, 1 colher de óleo, corante alimentício (opcional)
  • Bacia grande, colheres, potes para dividir as cores
  • Ferramentas: rolinhos, tampinhas, palitos de picolé, cortadores de biscoito, garfos
  • Toalha plástica ou bandejas para a mesa

Fazer a massinha junto com as crianças, com farinha, sal e água, e depois amassar, apertar, enrolar e inventar formas. Receita e brincadeira na mesma mesa.

Vídeo de demonstração (30 a 40 segundos, com adultos) em produção.

Como brincar

  1. Comece pela receita, na frente das crianças: cada uma despeja um ingrediente na bacia enquanto o adulto nomeia e conta as xícaras.
  2. Misture com as mãos, com as crianças ajudando. A massa está pronta quando desgruda dos dedos; ajuste com farinha ou água.
  3. Divida em bolas e, se quiser cor, pingue corante em cada bola e amasse até misturar. Uma cor por bola; misturar cores vem depois.
  4. Entregue uma bola para cada criança e deixe explorar livremente: apertar, bater, esticar, furar.
  5. Ofereça as ferramentas aos poucos. Não peça formas prontas; nomeie o que aparece ("ficou comprido", "virou bolinha").
  6. Guarde em pote fechado na geladeira; dura até uma semana. Ou deixe as formas secarem para virar enfeites.

Bia: Se a massa grudar, farinha. Se rachar, uma gotinha de água. Eu testo com o dedo.

Variações

  • Massinha perfumada: canela, erva-doce ou casca de laranja raspada na receita.
  • Massinha com elementos da natureza: folhas, gravetos e sementes grandes para imprimir texturas.
  • Para a turma de 2 anos: só a massa e as mãos, sem ferramentas; bolas grandes e tempo livre.
  • Massinha e história: modelar o personagem do saco de histórias da semana.
  • Mistura de cores: duas bolas de cores diferentes para amassar juntas e descobrir a terceira.

Teo: E se cada um fizesse uma parte de um bicho gigante? Eu faço a cabeça, você o rabo. Depois junta.

Todo mundo brinca

Maira: Aqui todo mundo brinca. A brincadeira é que se adapta.

  • Criança cadeirante: a mesa precisa ter espaço livre embaixo para a cadeira encaixar; bandeja individual com borda evita que a massa escape.
  • Baixa visão ou cegueira: a massinha é toda tátil; use bandejas de cor contrastante e nomeie as formas pelo toque.
  • Sensibilidade sensorial: massa dentro de um saco plástico fechado, para apertar sem sujar as mãos, como ponte para o contato direto.
  • Dificuldade motora fina: bolas grandes e macias (mais óleo na receita); o rolinho e a palma da mão inteira são ferramentas suficientes.
  • Alergia ao glúten: receita com amido de milho ou farinha de arroz; confirme com a família antes.

Na BNCC

Campos de experiência predominantes: Traços, sons, cores e formas Corpo, gestos e movimentos Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações

Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento

Como ler o código: EI = Educação Infantil; 01, 02 ou 03 = grupo etário da BNCC; duas letras = campo de experiência; número final = ordem do objetivo.

  • EI02TS02

    Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais.

    Traços, sons, cores e formas · BNCC: crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
  • EI02CG05

    Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.

    Corpo, gestos e movimentos · BNCC: crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
  • EI02ET01

    Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades de diferentes materiais.

    Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações · BNCC: crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
  • EI02EO03

    Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.

    O eu, o outro e o nós · BNCC: crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)

As faixas deste acervo seguem as turmas e as revistas da escola: Bebês, 2 anos e 3 anos. Na BNCC, bebês vão até 1 ano e 6 meses (EI01) e crianças bem pequenas de 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses (EI02); assim, a faixa Bebês do site abrange o fim do grupo EI02 e as faixas 2 anos e 3 anos pertencem ao mesmo grupo EI02. Os códigos de objetivos seguem sempre a BNCC.

Direitos de aprendizagem predominantes: Explorar, Expressar, Participar, Conviver.

O que a criança desenvolve

  • Motora fina (amassar, apertar, enrolar, cortar)
  • Sensorial (textura, temperatura, cheiro)
  • Cognitiva (transformação da matéria, medidas, formas)
  • Social (dividir a massa, trabalhar lado a lado)

Enunciados transcritos de memória a partir da BNCC (2017). Conferir cada código no documento oficial antes da banca.

Tecnologia desplugada

Conceitos de pensamento computacional que esta brincadeira exercita, sem nenhuma tela: Algoritmo e sequênciaDecomposição

A receita é um algoritmo lido em voz alta: farinha, depois sal, depois água, misturar até desgrudar. Se a ordem muda, o resultado muda. Fazer o bicho gigante em partes (cabeça, corpo, rabo) é decomposição. Com os pequenos, a linguagem é "primeiro, depois, por último" e "uma parte de cada vez".

O que é tecnologia desplugada e por que ela está neste acervo

Mediação do professor

Como propor

Faça a receita junto, com cada criança despejando algo e contando as xícaras em voz alta. Depois entregue a massa e recue: a exploração livre vem antes das ferramentas. Fale sobre transformações ("era pó, virou massa").

Quando entrar e quando sair

Entre para ajustar a massa, repor material ou mediar a divisão ("a bola é grande, dá para partir em duas"). Não modele para a criança; se pedirem "faz um cachorro", pergunte como ela acha que começa.

O que observar

  • Gestos: aperta, bate, enrola, belisca, fura? Usa as duas mãos?
  • Transformação: percebe que a mistura mudou de estado? Comenta?
  • Representação: nomeia o que fez? Transforma a forma em personagem?
  • Compartilhar: divide a massa? Pede ferramenta? Troca?

O que registrar

Fotografe as mãos e as formas, sem rostos; anote o que a criança disse sobre o que fez. Guardar uma forma seca por criança, com data, é registro de motricidade e de representação.

Importante: cuidados

  • Ingredientes de cozinha; a massa não é comida, mas é segura se for à boca em pequena quantidade (muito sal: avise que não é para comer).
  • Confirme alergias (glúten, corante) com as famílias antes.
  • Ferramentas sem ponta: palitos de picolé, tampinhas, cortadores plásticos; nada de facas, mesmo sem corte.
  • Água morna, não quente, na receita.
  • Lavar as mãos antes e depois; massa com cheiro ou mofo vai fora.

Davi: Antes de começar, a gente olha o chão e o espaço em volta. Depois é só brincar.

Momento em família

A receita cabe num bilhete: 2 de farinha, 1 de sal, 1 de água morna, 1 colher de óleo. Faça com a criança medindo as xícaras. Em três frases, por que isso é bom para a criança: ela fortalece as mãos e os dedos; vê a matéria se transformar e aprende a seguir uma ordem; e inventa formas sem precisar de modelo.

Fizeram a massinha em casa? Conte para a professora qual cor saiu e o que a criança inventou.

De onde vem

Maira: Barro de rio também é massinha. Minha avó fazia panelinha e boneco de barro para a gente e deixava secar no sol.

Modelar com barro é uma prática infantil e artesanal presente em culturas indígenas, africanas e populares do Brasil; as bonecas de barro do Vale do Jequitinhonha e as panelinhas de brincar são exemplos. A massa de modelar de farinha e sal entrou nas pré-escolas no século XX como alternativa limpa e barata ao barro. Na BNCC, a experiência com materiais tridimensionais é objetivo explícito do campo "Traços, sons, cores e formas" para crianças bem pequenas.

Referências

  • BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017.
  • CUNHA, Susana Rangel Vieira da (org.). Cor, som e movimento. Porto Alegre: Mediação, 1999.
  • KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O brincar e suas teorias. São Paulo: Cengage Learning, 2008.

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